Informativo Santo Antônio

Santos

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA


Santo Antonio é doutor da Igreja. Nasceu na cidade de Lisboa, Portugal, em 1195. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Frade franciscano, contemporâneo de São Francisco de Assis. Foi ordenado sacerdote em 1220. No mesmo ano ingressou na Ordem Franciscana, partindo logo depois para Marrocos. Acometido por uma enfermidade durante a viagem viu frustrados os seus planos de missionário no meio dos não-crentes. Foi cozinheiro e levou vida completamente obscura. Percorreu a Europa combatendo os erros doutrinários de sua época. Em 1229 partiu para Pádua, para o convento de Arcella. Morreu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

ORAÇÃO
"Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça). Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém.
Santo Antonio, rogai por nós." (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai)

Alguns Milagres:
Santo Antonio e sem duvida o "Santo dos Milagres". A sua taumaturga relação de milagres - iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, e, na historia da Igreja, a mais vasta e variada.

De Santo "casadoiro" a "restituidor do desaparecido", passando por "livrador" das tentações demoníacas, a Santo Antonio tudo se pede. Citaremos abaixo alguns dos milagres operados por esse santo.

Santo Antonio prega aos peixes. Reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo Antonio vai ate a beira da água, onde o rio conflui com o mar, e chama os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Da-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram to impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre Antonio Vieira que e considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.

Santo Antonio livra o pai da forca. Tinha havido um crime de morte em Portugal, onde nascera Santo Antonio. Todas as suspeitas do crime recaiam sobre o pai do santo.
Chegou o dia do julgamento. Os juizes estavam reunidos para proferir a sentença condenatória. Assentado ali no banco dos réus, seu pai não podia se defender.

Nesse momento Santo Antonio estava fazendo um sermão numa igreja da Itália. Conta-se que, em dado instante, ele interrompeu o sermão e ficou imóvel, como se estivesse dormindo em pé. Durante esse mesmo tempo foi visto na sala do júri, em Portugal, conversando com os juizes. Entre outras coisas, disse-Ihes o santo: Por que tanta precipitação? Posso provar a inocência do meu pai. Venham comigo ate o cemitério.

Aceitaram o convite. Frei Antônio mandou abrir a cova do homem assassinado e perguntou ao defunto: "Meu irmão, diga perante todos, se foi meu pai quem matou você".

Para espanto dos juizes e de todos que ali estavam, o defunto abriu a boca e disse devagar, como se estivesse medindo as palavras:

"Não foi Martinho de Bulhões quem me matou". E tornou a calar-se. Estava provada de maneira milagrosa a inocência do seu pai. Mais uma vez a verdade triunfou sobre a mentira e a calunia.

Operou-se ai dois fatos milagrosos, a bilocação, ou ato de uma pessoa estar (por milagre) em dois locais ao mesmo tempo, e o poder de reanimar os mortos.

Com o Menino Jesus nos braços: Outro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo Antonio apos sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei Antonio; depara-se então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antonio. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, faz conde Tiso jurar que s contaria o visto apos a sua morte
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Música em Homenagem à Santo Antônio

Santo Antonio enviado de Deus
Letra e musica: Ademir de Oliveira Maciel
1.
Santo Antônio nosso companheiro,
Santo Antônio nosso protetor,
Santo Antônio enviado de Deus, ( 2x )
pra levar o seu povo ao amor.
2.
Saudações para o Santo do povo,
que sua vida veio dedicar,
junto com São Francisco de Assis, ( 2x )
ensinou a maneira de amar.
3.
Vamos todos povo de Deus,
para Santo Antônio rezar,
e pedir para Deus que Pai, ( 2x )
outros Santos Antônios mandar.



SANTO ANTONIO! NOSSO ETERNO COMPANHEIRO
LM Ademir de Oliveira Maciel
1.
PARA QUE TENHAMOS UMA VIDA PLENA,
E SOMENTE NA VERDADE ACREDITAR,
VAMOS TODOS INSPIRAR EM SANTO ANTONIO                                                          QUE NOS DEIXOU O JEITO CERTO DE AMAR.
REFRÃO:
SANTO ANTONIO NOSSO ETERNO COMPANHEIRO,
E DA FAMÍLIA SERÁ SEMPRE O PROTETOR,
E SÓ FOLCLORE QUE ELE E CASAMENTEIRO,
POIS NA VERDADE ELE E O SANTO DO AMOR. (2X)
2.
VAMOS TODOS CAMINHAR SEMPRE UNIDOS,
VAMOS SEGUIR OS MANDAMENTOS DE JESUS,
VAMOS LEMBRAR DE SANTO ANTONIO PEREGRINO                                                   TAMBÉM UM DIA CARREGOU A SUA CRUZ.                                                                  (15/07/00)

 

San Juan Diego Cuauhtlatoatzin

A Igreja Católica proclama primeiro santo indígena. Cidade do México - Numa cerimônia intercalada por rituais cristãos e indígenas, o papa João Paulo II canonizou nesta quarta-feira, 31 de Julho de 2002, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, convertendo-o no primeiro santo indígena da história da Igreja Católica, apesar das dúvidas em torno de sua real existência.

Nossa Senhora de Guadalupe, Patrona das Américas, apareceu para o índio Juan Diego, em 9 de dezembro de 1531, no México. O índio Juan Diego, depois de deixar o seu povoado e tudo o que possuía para o seu tio, passou a se dedicar ao serviço da Santíssima Virgem em sua ermida. Morreu em 1548, com 74 anos de idade, reconhecidamente como um ermitão, com a licença de Dom Zumárraga. Hoje a pequena ermida transformou-se numa grandiosa basílica, visitada por fiéis do mundo inteiro. Além de padroeira e rainha do México, Nossa Senhora de Guadalupe também foi proclamada padroeira da América Latina.

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE
Há muitos anos atrás, em um país da América latina, O acontecimento que se deu, foi uma obra divina. Diego, um índio nativo, nascido na região, certamente nem sabia, o que era ser cristão. Pois tinha a sua crença, tinha a sua religião, mas, por Deus foi escolhido, para ter uma visão. Estava talvez caçando, para seu povo alimentar, quando de repente, viu algo por perto brilhar. Ficara bem assustado, sem saber o que fazer, aquele trêmulo matuto, não tinha nem forças para correr. Mas quando aquele brilho, em uma pessoa se transformou, o pobre índio Diego, gaguejando perguntou: O que está acontecendo? Que espírito você é? e aquela voz bastante suave, disse: eu sou a virgem de Nazaré. Não tenhas medo meu filho, não precisa se preocupar, Eu sou a Mãe de Jesus, aquele, que um dia morreu para o mundo salvar.Mas um favor eu te peço, vá com o bispo falar, diga-lhe que um Santuário, aqui, ele deve levantar. O índio mais que depressa, com a virgem concordou, E para o bispo da cidade, a sua história contou. Este, não acreditando, uma prova ao índio pediu, Diego mais que depressa, para o deserto seguiu. mas devido a uma doença, que um índio da tribo contraiu, Diego, para o acampamento, por outro caminho seguiu. Queria encontrar um remédio, para o doente curar, mas a imagem lhe apareceu novamente, dizendo não mais precisar. E que o problema do índio, já estava superado, E da sua enfermidade, ele já havia sarado. Já sabendo da tal prova, que o bispo lhe havia pedido, mesmo com todo aquele frio, surgiu um jardim bem florido.Pedindo que deveria,algumas rosas apanhar assim mostraria ao bispo, o fazendo acreditar. Tirando seu poncho do corpo, com lindas rosas o enrolou, e já bem mais entusiasmado, para a cidade voltou. Só que no meio do caminho, por homens maus foi emboscado, e queriam saber o que tinha, naquele poncho enrolado. O índio abriu o seu poncho, e por incrível que pareça, aquelas lindas rosas floridas viraram só palhas secas. Os homens o despacharam, pensando ele ser retardado, até o índio Diego, com o que viu, ficou bastante assustado. Mas seguiu o seu caminho, para com o bispo estar, pois queria mais que depressa, a tal prova lhe entregar. Chegando diante do bispo, o seu poncho lhe mostrou, dizendo que seria a prova, que a Nossa Senhora mandou. Ao abrir aquele poncho, o bispo se encantou, com a bela estampa de Nossa Senhora, que naquele poncho ficou. Daquele momento em diante, o milagre fora consumado, e para a virgem de Guadalupe, um Santuário foi levantado. ( Autor / Ademir Maciel)

 

SANTA MADRE PAULINA

16 de dezembro de 1865.Neste dia, nasceu Amábile Lúcia Visintainer, segunda filha de Antonio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, em Vigolo Vattaro, Trento, norte da Itália.Nasceu em pleno inverno, às 5 horas da tarde e foi batizada no dia seguinte, na igreja de São Jorge, pelo Padre Ferrari, cooperador na paróquia.22 de Abril de 1874 Amábile recebeu o sacramento do Crisma junto com seus dois irmãos: Ernesto e Domenica, em Vigolo Vattaro.Desde pequena, em Vigolo Vattaro, Amábile - chamada "Amabilota"- era considerada o "Anjo da Guarda" pela caridade para com a avó paterna, Lúcia Micheloni e "uma santa" pelas companheiras da "Filanda", onde trabalhava na escolha dos casulos para fazer a seda e dividia a merenda com as companheiras mais pobres. Por isso, diziam elas que o nome Amábile lhe ficava muito bem.25 de setembro de 1875Em setembro de 1875, Vigolo Vattaro assistiu à saída do terceiro grupo de imigrantes para a América.O primeiro partira a 25 de agosto e o segundo a 10 de setembro. Todos buscavam o Brasil, atraídos pelo Contrato Caetano Pinto.Napoleone com sua esposa Anna e cinco filhos, entre os quais, Amábile, também arriscaram a sorte e partiram para a Província (hoje Estado) de Santa Catarina. Chegados a Itajaí, por sugestão do jesuíta Padre Giovanni Maria Cybeo, escolheram a localidade de Alferes, no vale do Rio Tijucas.12 de julho de 1890A vida de oração e de trabalho apostólico, o tríplice mandato, recebido do Padre Augusto Servanzi e o sonho com a Imaculada de Lourdes preparam o grande passo e o momento histórico, acontecido no dia 12 de julho de 1890. Uma mulher moradora do Salto Baixo se transferiu para Vígolo, com o fim de visitar uma filha casada neste vale.Esta mulher adoeceu na casa do genro e a moléstia mostrou desde o princípio que deveria ser longa e horrível exigindo grande assistência.Após buscarem recursos nos hospitais dasregiões, o sogro da filha da doente e o marido da mesma declararam terminantemente que não a podiam guardar em sua casa, não podendo encarregar-se da necessária e contínua assistência, precisando eles trabalharem o dia todo no campo.Madre Matilde recorda com emoção o seguinte:"... Surgiu então em várias pessoas, que se interessavam pela doente, a idéia de que éramos nós duas as únicas que deviam sacrificar-se por ela, tomando-a conosco, que ainda não tínhamos casa alguma, para servi-la em tudo.Tendo esta idéia tomado vulto nos foi definitivamente oferecida a doente, e nós a aceitamos com grande consolação, esperando com uma certa segurança de que este era o meio empregado por Deus para sairmos de uma vez da casa de nossos pais, para ficarmos unidas no exercício da oração e da santa caridade. Foi com essa espécie de investidura feita pela comunidade cristã de Vígolo, que Amábile e Virgínia deram início a uma das primeiras Congregações nascidas no Brasil.A cancerosa, Ângela Lúcia Viviani, foi levada para um casebre de 6x4m², doado pelo Sr. Beniamino Gallotti da cidade de Tijucas, SC.O povo, antes mesmo de ser recolhida a cancerosa, chamou aquele casebre de"Hospitalzinho São Vigílio".Irmã Walburga atesta que, para fazer a corrente de arame dos terços, Madre Paulina se ajudava com a boca" pois "faltava-lhe o braço direito, amputado, em novembro de 1938 e assim, estava " sempre ocupada sem perder jamais um minuto de tempo". Ela lembra também da declaração de Madre Paulina ao Padre Luiz Maria Rossi, S.J., seu diretor espiritual, em l913: sobre a presença de Deus: "é-me tão íntima, que me parece impossível perdê-la, e esta presença causa na minha alma uma alegria que não posso explicar".Irmã Walburga descreve ainda seu perfil espiritual : "Embora tivesse por natureza um temperamento enérgico" "era serenamente alegre, gostava de brincar" ou "falava pouco, mas sabia alegrar o ambiente"."Não gostava de infantilismo", mas "queria somente alegria e amor de Deus". Costumava repetir às Irmãs: com " alegria e amor de Deus: todos os demônios se afastam". Preparação e profissão religiosa. O Sr. Bispo, D. José de Camargo Barros, partindo em agosto de 1895 de Nova Trento, recomendou ao Padre Luiz Maria Rossi a obra da Serva de Deus e lhe deu todos os poderes para a preparação e a profissão das primeiras irmãs.Começava para Amábile e suas companheiras um mundo novo: votos religiosos, escolha e confeção do hábito, nome religioso, nome da Congregação... Emigradas, ainda meninas para o Brasil, vivendo nos matos de Nova Trento, ocupadas nos trabalhos de pobres camponesas, não tiveram ocasião de se aproximar de congregações religiosas. O hábito foi muito simples: uma túnica preta com um cinto celeste como aquele de Nossa Senhora de Lourdes.Para ir à missa, um véu e um distintivo, sinal de consagração a Deus.Padre Rossi fixou o dia 7 de dezembro de 1895, véspera da Imaculada, como dia da profissão religiosa e convidou parentes e fiéis para a cerimônia. Como preparação próxima, fizeram retiro de três dias, e visitaram cinco famílias de Nova Trento como sinal de solidariedade. Na pequena capela, a 7 de dezembro, Padre Rossi benzeu os hábitos, os véus e os crucifixos, celebrou a missa acompanhada pelos cantos das Filhas de Maria. Antes da comunhão, aquelas, que até então eram chamadas "enfermeiras", pronunciaram os votos de probreza, castidade e obediência.Com a profissão, segundo o costume do tempo, assumiram os nomes religiosos: Amábile tomou o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus; Virgínia, o de Irmã Matilde da Imaculada Conceição; Ana Maule Teresa, o de Irmã Inês de São José.Testamento EspiritualMadre Paulina contava 75 anos e desejou deixar um Testamento Espiritual às suas 325 filhas, espalhadas em 39 casas.Irmã Dorotéia, Secretária Geral, registrou a última vontade da Madre Fundadora e a transcreveu no "Diário da Casa Geral:12 de julho de 1940" e depois na História da Congregação.A Veneranda Madre invocou o Espírito Santo, a Virgem Imaculada, a proteção das almas santas daqueles e daquelas que morreram no Senhor, particularmente do Padre Rossi e da Irmã Vicência Teodora da Imaculada Conceição.E logo depois, manifestou oralmente as suas últimas intenções e recomendações, ou seja, o seu Testamento Espiritual:"Caríssimas filhas, hoje festejais o 50° aniversário da minha saída da casa paterna; dia para mim maravilhoso.Reconheço na profundidade do meu nada, como Nosso Senhor abençou a Congregação. Apesar de tantas contrariedades, ela foi sempre adiante. Se a Congregação dos Robertinos vingasse, mas foi suprimida, hoje também ela estaria florescente (...).Sede bem humildes; é Nosso Senhor quem faz tudo; nós somos seus simples instrumentos. Confia sempre e muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e adiante!Recomendo-vos muito e muito a santa Caridade entre vós e especialmente para com os doentes das Santas Casas, dos Asilos, etc.Tende grande amor à prática da santa caridade.Está terminada a minha missão; morro contente e dou, de todo coração, a vós todas a minha bênção."Madre Paulina morreu dois anos depois.Nesse período conviveu com a doença, e foi manifestando a diabete.Oscilavam períodos de melhora, até não mais resistir.No dia 9 de julho de 1942, às 5:50h, entregou sua alma a Deus. Estavam presentes Padre Guido del Toro, SJ., Irmã Luiza de Jesus Crucificado, Superiora Geral, a Vigária Geral e outras irmãs.Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus passou desta vida à Pátria Celeste deixando "em todos os presentes, a impressão de calma e de uma alma santa que entrava na eternidade".Sua vida terrena durara 76 anos, 6 meses e 24 dias.De temperamento enérgico e longe de qualquer comodismo", sem "pensar em si mesma, ofereceu sua vida a todos, colocando-se disponível ao serviço do próximo", sempre preocupada "pela glória de Deus" e pelo cumprimento de sua vontade, que se tornou o seu paraíso "Volontá di Dio, paradiso mio" foram suas últimas palavras de sua vida: "Seja feita a Vontade de Deus".
 

Irmã Josefina Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869. Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. Na agonia reviveu os terríveis anos de sua escravidão e vária vezes suplicava à enfermeira que a assistia: «Solta-me as correntes ... pesam muito!». Foi Maria Santíssima que a livrou de todos os sofrimentos. As suas últimas palavras foram: «Nossa Senhora! Nossa Senhora!», enquanto o seu último sorriso testemunhava o encontro com a Mãe de Jesus. Faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947. O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada à honra dos altares em 2000.